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Associação cobra apuração da Polícia, da Prefeitura e do MP sobre suposto assédio

Postado em 21/05/2019 por

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&quote;&quote;Associação dos Auditores e Controladores Internos de Mato Grosso (Audicom-MT) cobra apurações sobre a denúncia registrada contra o superintendente da Controladoria Geral de Várzea Grande, Sérgio Freitas da Silva, 36 anos, por suposto assédio sexual. Por meio de nota, a entidade ressalta que não tolera “casos de abusos morais, físicos ou sexuais em qualquer lugar, muito menos no ambiente de trabalho”.

O superintendente foi alvo de um boletim de ocorrência registrado por uma estagiária, na última sexta (17). Conforme a denúncia da jovem, de 23 anos, o superintendente ameaçou demiti-la caso ela não saísse com ele. No boletim de ocorrência, registrado na Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, a estudante, que cursa psicologia, narrou que chegou a sair com o superintendente por receio de perder o emprego.

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Sérgio Freitas da Silva, superintendente da Prefeitura de VG, é o acusado

Depois, segundo a vítima, a rotina no trabalho mudou. Relata que o chefe começou a passar as mãos em sua cintura, em seus cabelos e no rosto dela. "e;Ele me chama de meu amor"e;, reclamou no registro policial.

Por meio de comunicado, divulgado na manhã desta terça (21), a Audicom-MT cobra que o caso seja apurado pela Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, onde foi feito o registro policial, e também pela Prefeitura de Várzea Grande e pelo Ministério Público. O presidente da entidade, Ângelo Silva de Oliveira, disse que se manifestaria através da nota. 

A associação afirma que vai acompanhar os desdobramentos do caso e pontuou que é necessário estabelecer “ações preventivas e uma política de enfrentamento ao assédio e abuso”.

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Presidente da entidade, Ângelo Silva de Oliveira se manifesta através da nota de repúdio

 

“Não há tolerância para casos de abusos morais, físicos ou sexuais em qualquer lugar, muito menos no ambiente de trabalho”, diz trecho do comunicado, assinado pela diretoria executiva da Audicom.

“O assédio é a infeliz demonstração da incapacidade de alguém viver em um ambiente no qual a exigência seja por um comportamento ético, que por sua vez, é um critério indispensável aos agentes públicos. Ao se levar em consideração a missão institucional de uma Controladoria Interna e de seus servidores, o que se espera é que esse espaço seja permeado de respeito mútuo, autonomia para atuação e a responsabilidade no exercício do controle das contas públicas, cuja finalidade é, sobretudo, alcançar a satisfação do interesse dos cidadãos”, acrescenta a entidade.

O caso está sendo apurado pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para investigar a denúncia da estagiária. A Prefeitura informou que, ao menos por ora, o servidor permanece na Controladoria. O Executivo de Várzea Grande declarou que somente abrirá um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) sobre o caso se as investigações apontarem que ele cometeu o assédio sexual e o caso for encaminhado à Justiça.

Vai ter que provar o que disse, vai ter que recuperar minha imagem

Sérgio Freitas, o acusado

Silva é concursado como agente de saúde municipal de Várzea Grande e há três anos atua como comissionado da Controladoria do município e também é supervisor de estágio na entidade.

Outro lado

Em entrevista ao , na manhã de ontem, Sérgio disse estar indignado com a acusação e classificou a denúncia da estudante como calúnia. Ele afirmou ainda que irá processá-la e negou que tenha saído com ela ou passado a mão no corpo dela.

O superintendente assegura que a informou sobre a "e;demissão"e;, porque o Centro de Integração Empresa-Escola (CEEI) não autoriza estágio na área dela – Psicologia – na Controladoria. "e;Vai ter que provar o que disse, vai ter que recuperar minha imagem"e;.

 

 

 

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