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Ato de apoio ao Governo Bolsonaro reúne mais de 30 mil em Cuiabá – veja como foi

Postado em 27/05/2019 por

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s principais avenidas de Cuiabá foram tomadas por veículos enfeitados com a bandeira do Brasil. O verde e amarelo também foram apropriados pelos manifestantes que defendem o Governo que elegeram em outubro de 2018. O ineditismo da carreata deste domingo (26), que reuniu cerca de 30 mil pessoas – levando em consideração a presença de 10 mil veículos transportando, em média, 3 pessoas -, é que os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), criaram um terceiro turno, como se o pleito eleitoral não tivessem terminado.

Vinícius Bruno

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Com trio elétrico, apoiadores do Governo realizam ato de apoio ao presidente e contra parlamentares; camisetas com rosto de Bolsonaro são vendidas

Essa atmosfera estava presente em todos os elementos da carreata, principalmente, no discurso dos que se revezaram em cima do trio elétrico principal, onde estava a senadora Selma Arruda (PSL), o deputado estadual Sílvio Fávero (PSL), o policial federal Rafael Ranalli, que foi candidato a deputado federal nas últimas eleições, mas não foi eleito, e outros líderes de movimentos sociais de direita, que inflamavam os manifestantes para que demonstrassem apoio ao presidente usando a buzina de seus carros.

A carreata em Cuiabá foi carente da presença de parlamentares federais. Nelson Barbudo, que preside o PSL em Mato Grosso, preferiu participar da manifestação em Brasília. Da bancada estadual, o delegado Claudinei participou do ato em domicílio eleitoral, Rondonópolis. Entre os parlamentares municipais, estiveram na carreata na Capital, o presidente municipal do PSL, Wilson Kero Kero, e o vereador Abílio Brunini (PSC).

Para Ranalli, que se transformou em um especialista em organizar manifestações pró-Bolsonaro, a carreata é uma estratégia que dá certo em Cuiabá, uma das poucas cidades brasileiras onde os manifestantes preferiram manifestar apoio ao presidente em veículos, motivados pelo fator alta temperatura.

Já a senadora cassada Selma Arruda fala em um leque de pautas defendidas pelo ato, e que, em tese, são a chave para solucionar os problemas do país. “Quando se iniciou esse movimento, uma das pautas principais era a MP 870, isso deu um medo tão grande no Centrão, que eles aprovaram essa pauta como veio do Governo, só ficou faltando a questão do Coaf, que vai sair do Ministério da Justiça, segundo a votação da Câmara. Isso vai ficar inócuo, porque o presidente pode resolver por decreto e levar o Coaf de volta para o Sérgio Moro”.

Vinícius Bruno

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Senadora cassada Selma Arruda segura bandeira do Brasil (de cabeça para baixo) no trio, durante a manifestação

Selma também aponta que o movimento quer que o Centrão, que é o movimento informal no Congresso formado por partidos que se dizem autônomos do presidente – que tem o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) como principal símbolo -, coloque-se em seu lugar e respeite os eleitores de Bolsonaro. “Queremos o fim do toma lá dá cá. Queremos que nosso presidente governe afinal de contas, e parar com essas votações de sabotagem, nós queremos a reforma da Previdência, a reforma administrativa. Também a votação das medidas do Moro e o Lava Toga”, pontuou.

Para Fávero a manifestação vai fortalecer o presidente. “O povo está mostrando que espera mudanças, dias melhores, ninguém aguentava mais a corrupção que estava aí. O povo voltou às ruas, e se for necessário o povo vai voltar de novo para as ruas. Temos que ter esperança, e a nossa esperança está em um Brasil melhor”, reforçando a principal bandeira de Bolsonaro no período eleitoral, que era o fim da corrupção.

Representante do Movimento Gigantes Brasileiros, Paulo César, avalia que o movimento pró-Bolsonaro é uma forma de legitimar as proposta do Governo Federal. “Esse movimento é para legitimar o que o presidente vem fazendo, em relação ao Centrão, a gente sabe que a maioria dos deputados que se intitulam “Centrão” quer o toma lá dá cá. E o presidente Bolsonaro foi eleito pela pauta de acabar com isso. Sem esse corporativismo. É isso que fica claro, que o Centrão não quer ruptura com o crime organizado e com a troca de favores. Bolsonaro não precisa disso”.

Entre os manifestantes também estava José Araújo da Silva, 60 , caminhoneiro. Fervoroso, o autônomo mostrou verdadeira estima pelo presidente. “Temos que participar do nosso país,  temos que ajudar nosso presidente, não podemos acomodar como o povo está acomodado. Temos que agir. O povo brasileiro tem que acreditar. A greve que era para ter acontecido eram pessoas de fora da categoria que estavam agitando. Faz pouco tempo que ele está na presidência, não se muda nada da noite pro dia. O Brasil vai chegar aonde tem que chegar”.

Também se colocou em defesa do presidente, o Mister Max, funkeiro cuiabano que foi criticado por se declarar a favor de Bolsonaro ainda na campanha eleitoral. “Por eu apoiar o Bolsonaro muita gente me atacou, chegaram a jogar bomba e pedras em minha casa, mas graças a Deus estou vivo hoje, Bolsonaro me atendeu, único que ficou do meu lado. Eu como cantor aqui de Cuiabá, sou atacado, chamado de homofóbico. Não tem nada a ver isso, eu estou apenas apoiando o Brasil, chega de direita e de esquerda. Nós queremos o melhor para o Brasil”.

Para o vereador Kero Kero, a diferença do movimento de hoje para o de 15 de maio, organizado pelos estudantes para protestar contra o contingenciamento na Educação, é que os bolsonaristas tem pautas claras.

“O governo tem muita força, e a grande mídia estava colocando em cheque isso. Alguns dias atrás também teve uma manifestação, mas foi desordeira, não demonstraram o que queriam, foi muito atrapalhada contra o contingenciamento, eles não conseguiram explicar o que queriam. Hoje não. Temos pautas específicas, o porquê estamos apoiando essa manifestação e o porquê estamos apoiando o Bolsonaro. É um recado dado ao Congresso Nacional”, considerou.

Além de discursos semelhantes aos de campanha eleitoral, os apoiadores de Bolsoaro escutaram durante o trajeto jingles utilizados durante o pleito, e frases de efeito que atacavam diretamente o STF e os parlamentares federais da oposição e do Centrão.

Vinícius Bruno

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Carreata com 10 mil veículos começou na Praça das Bandeiras e foi finalizada por volta das 18h na Arena Pantanal, após passar pelas principais avenida

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