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Comando da PM pede ao CRM e MP que apurem suposta negligência de hospital

Postado em 06/04/2021 por

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O Comando Geral da Polícia Militar pediu abertura de investigação de possível negligência do Hospital São Judas Tadeu no atendimento do major PM Thiago Martins de Souza, que morreu aos 34 anos vítima da Covid-19 (a doença causada pelo coronavírus) na unidade, neste sábado (3).

Major PM Thiago de Souza tinha 34 e morreu de Covid-19

Na manhã desta segunda (5), a técnica de enfermagem Amanda Benício, de 38 anos, registrou boletim de ocorrência denunciando supostas irregularidades e maus-tratos do hospital com pacientes internados citando o caso do policial. Ela afirma que uma fisioterapeuta colocou a máscara de oxigênio errado em Thiago, o que teria aumentado sua saturação, além de que ele teria pedido socorro e afirmado que o hospital estaria matando-o.

Segundo nota da comunicação da PM, o pedido de Comando foi enviado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Ministério Público Estado (MPE) para fazer uma investigação na esfera administrativa e criminal, respectivamente. A autarquia que representa a classe dos médicos deve investigar a atuação profissional e ética dos profissionais da UTI, enquanto a entidade ministerial deve verificar a ocorrência de algum crime.

“Esta medida está sendo adotada a partir de denúncias veiculadas em reportagens publicadas em diversos sites e outros órgãos de imprensa nesta segunda-feira (05)”, disse.

O Comando pede também aos órgãos que tenha possibilidade de acompanhar ou ter atualizações constantes sobre ambas as investigações. Thiago foi transferido para um hospital da rede SUS da Capital, após o agravamento do seu quadro de saúde. Precisou de UTI, mas não resistiu e veio a falecer no sábado (3).

Procurada pela reportagem, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) afirma que a profissional não buscou a autarquia para registrar a denúncia. “Nós estamos aguardando o recebimento da denúncia formal. Considerando que não se trata da conduta profissional dela, então não tem como acioná-la de ofício. Como se trata de uma conduta que ela reputa a organização hospitalar, é necessário que ela formalize ao conselho para o conselho tomar as medidas”, disse o presidente do conselho Antônio César Ribeiro.

Em nota, o Hospital São Judas Tadeu nega veemente as acusações, diz que as denúncias da técnica de enfermagem são desprovidas de prova e que a ação é uma forma de retaliação e vingança por ter sido demitida há uma semana. “Diante da gravidade, o hospital está empenhado na adoção das medidas cíveis e criminais cabíveis em face da profissional e isso será a maior resposta que poderemos dar a população”, pontua.

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