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MP vê dano de R$ 86 mi e denuncia Dilmar, ex-deputado e outros 17

Postado em 21/07/2021 por

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Após ter bens bloqueados pela Justiça em decorrência da Operação Rota Final, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) foi novamente denunciado pelo Ministério Público do Estado (MPMT). O ajuizamento da denúncia, nesta terça (20), foi feito pelo coordenador Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), Domingos Sávio. No processo ainda aparecem como indiciados o ex-deputado estadual Pedro Satélite, seu filho Andrigo Wiergert e outros 16, incluindo o ex-governador Silval Barbosa.

Com a nova denúncia, o MP fixou o dano de R$ 86,6 milhões a serem reparados, além da perda do cargo, função pública e mandato eletivo eventualmente ocupado pelos denunciados.

O esquema criminoso foi revelado no curso de um Inquérito Policial que reuniu cinquenta e quatro volumes de elementos de prova e que foi presidido pelos Delegados de Polícia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Marcelo Torhacs e Márcio Veras.

Reprodução�der Pinheiro, dono da Verde Transportes

Empresário é apontado como cabeça e está foragido

O Naco encaminhou o caso à Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para a relatoria do desembargador Marcos Machado. Mês passado, o deputado, único com foro especial por prerrogativa de função, colocou uma fazenda no valor de R$ 7,8 milhões, à disposição da Justiça.

As investigações demonstraram a existência de uma Organização Criminosa, liderada pelo empresário Éder Augusto Pinheiro que, inclusive, teve sua prisão preventiva decretada e se encontra foragido há mais de dois meses.

Já Satélite,e seu filho, Andrigo Wiergert disponibilizaram R$ 2 milhões em suas contas que estão bloqueadas. Dilmar, Satélite,  Andrigo e outros 10 já foram denunciados por corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso em decorrência da Operação Rota Final que investiga os crimes no setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), realizado pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT).

Dilmar e Satélite são acusados de usarem os mandatos para atrapalhar e atrasar o processo de licitação do transporte (Concorrência Pública nº 01/2017) deflagrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Eles teriam trabalhado para atender a interesses econômicos dos empresários do setor e, em troca, receberiam vantagens indevidas.

Na primeira denúncia, MPE pediu o bloqueio de R$ 32,4 milhões de todos os envolvidos, incluindo as empresas de transporte intermunicipal: Verde Transportes, Empresa de Transportes Andorinha, Viação Xavante e Viação Motta.

Nesta terça, foram denunciados: o proprietário da Verde Transportes, Éder Augusto Pinheiro, Alessandra Paiva Pinheiro (esposa de Éder), o sindicalista, Júlio César Sales de Lima, o empresário, Wagner Ávila do Nascimento, o proprietário da Viação Xavante, José Eduardo Pena, Adriano Medeiros Barbosa (Orion Turismo), o executivo, Max Willian de Barros Lima, o deputado estadual, Dilmar Dal Bosco, o ex-deputado estadual Pedro Inácio Wiegert, o Pedro Satélite e Andrigo Gaspar Wiegert (filho de Satélite), Glauciane Vargas Wiegert (nora de Satélite), o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, o procurador aposentado Francisco Gomes Andrade Lima Filho, Carla Maria Vieira de Andrade Lima (esposa de Chico Lima), o ex-diretor de Transportes da Ager, Luís Arnaldo Faria de Mello, o empresário, Idmar Favaretto, a assessora parlamentar Cristiane Cordeiro Leite Geraldino e Marcos Antônio Pereira.

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