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Nininho e Romoaldo são alvos da PF em operação contra propina em licitação

Postado em 09/12/2020 por

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APolícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta (9), uma operação em Mato Grosso. Mais de 30 equipes cumprem as ordens judiciais desde o início da manhã. Os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e Romoaldo Júnior (MDB) são dois dos alvos. Agentes estão nos gabinetes deles na Assembleia, no Centro Político e Administrativo (CPA), na Capital. A operação foi batizada de “Chapéu de Palha”.

Os policiais entraram pelos fundos do prédio do Legislativo e cumprem mandados lá dentro desde o início desta manhã. A coordenadoria militar e a procuradoria da Assembleia acompanham o cumprimento dos mandados.

Além disso, há mandados de busca e apreensão sendo cumpridos na Prefeitura de Itiquira, onde Nininho tem base eleitoral e já foi prefeito. O atual gestor é o irmão dele, Humberto Bortolini, o Betão (PSD). A PF cumpre mandados na casa de Humberto e também contra secretários da gestão dele, segundo apurou o .

Policiais também estiveram na casa de festas Arco da Lapa, em Cuiabá – trata-se de mandado busca e apreensão. Os agentes federais chegaram em uma viatura descaracterizada até o local para cumprir os mandados, de forma a não chamar atenção para a ação. Kllaus Cesar Souza Dos Santos, sócio-proprietário da casa de festas, era aguardado pelos agentes no local.

 apurou que a Justiça Federal de Rondonópolis conduz o caso e decretou sigilo na investigação que desencadeou a ação de hoje.

Em nota, a PF informou que a Operação Chapéu de Palha tem como objetivo colher provas para a investigação que apura fraudes à licitação e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Estão sendo cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em vários municípios de Mato Grosso (Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta) e Votuporanga (SP).

Ao todo, foram empregados mais de 130 policiais federais no cumprimento das ordens judiciais. A Controladoria Geral da União (CGU) participou da fase preliminar de levantamento das informações. “Mais detalhes sobre a investigação não podem ser fornecidos, considerando o segredo de justiça imposto nos autos”, diz a nota.

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