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Padre chama repórteres da Globo de veadinhos e incentiva homofobia

Postado em 16/06/2021 por

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Durante   missa em celebração ao dia de Santo Antônio, no último domingo (13), o padre Paulo Antônio Müller, da Pastoral Familiar, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tapurah (a 428 km de Cuiabá), chamou o repórter da Rede Globo,  Pedro Figueiredo,    de “veadinho”. Disse ainda que a união estável entre pessoas do mesmo sexo não pode ser considerada casamento.

“Que chamem a união de dois veados, de lésbicas do que quiserem,  como quiserem,  mas não de casamento, por favor. Isso é uma falta de respeito para com Deus.  Isso é sacrilégio é blasfêmia”, disse o  padre durante a celebração.

Em virtude do Dia de Santo Antônio, considerado pela  crença católica como “santo casamenteiro”, o pároco fazia uma fala sobre a união entre casais quando citou o episódio em que o repórter da Globo, Erick Rianelli, aproveitou a sua participação no jornal RJTV para se declarar para o marido, Pedro Figueiredo, também repórter na emissora. O episódio aconteceu em 12 de julho, Dia dos Namorados.

Durante a apresentação do telejornal, o apresentador  perguntou para Erick se Pedro estaria os assistindo. O repórter então se declarou: “Meu amor, meu marido, eu te amo! Feliz Dia dos Namorados pra gente, para todos os casais apaixonados que estão nos assistindo. Que todo mundo tenha um Dia dos Namorados maravilhoso”. 

Com ar de deboche, o padre afirmou que namoro “não é como a Globo apresenta, dois veados”.  

“Me desculpa, mas dois veados, um repórter pra um veadinho chamado Pedrinho. Ridículo”, declarou.

O  padre também incentivou os  fieis a não aceita  a orientação sexual das pessoas e nem a união entre elas. “Que essa não seja a sua cabecinha, nem a do seu filho”, concluiu.

A missa foi transmitida pela página da Paróquia Nossa Senhora Aparecida no Facebook. Internautas que acompanhavam a celebração reprovaram a postura do sacerdote.

“Homofobia é crime”, escreveu um internauta.   “Esse altar não merece esse padre”, postou outro fiel.

“Jamais o preconceito pode ser opinião. Seja qual for o posicionamento da sua fé, você não deve nunca professar seu preconceito. Homofobia é crime e você vai ser penalizado por isso. Um sacerdote se dando a esse papel é muito decepcionante”, publicou outra pessoa que acompanhava a celebração pela internet.

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