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Policiais teriam feito cota para contratar matador de aluguel e silenciar delator

Postado em 07/06/2021 por

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Com medo da colaboração premiada do ex-investigador Hairton Borges Júnior, o “Borjão”, policiais investigados na Operação Renegados estariam fazendo “cota” entre membros da suposta organização criminosa para contratar alguém para matar o delator. A menção às tratativas foi feita pelo réu Delisflavio Cardoso Bezerra da Silva a Borjão, que gravou a conversa e a entregou ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Não há informações sobre valores da suposta cota para a contratação do executor.

A operação foi deflagrada por Gaeco e Polícia Civil no começo de maio. O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia, que foi acatada pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Os envolvidos se tornaram réus.

ReproduçãoReunião entre acusados - Operação Renegados - Edilson Antônio da Silva, Paulo da Silva Brito e Evanir Silva Costa

Reunião no Posto Santa Elisa teria definido uma “cota” para assassinato

Na denúncia, obtida pelo , o MPE, embasado nas investigações do Gaeco e da Polícia Civil, relata um verdadeiro “escritório do crime” voltado a praticar extorsão contra pessoas investigadas e tentar emabaraçar as investigações do caso.

No documento, Delisflásio, que seria um informante do grupo criminoso, contou ao delator Borjão que o policial civil e suposto líder da quadrilha Edilson Antônio da Silva, o investigador Paulo da Silva Brito e o policial aposentado Evanir Silva Costa se reuniram em 11 de fevereiro deste ano em uma conveniência do Posto Santa Elisa, em Cuiabá. O encontro teria durado 50 minutos, conforme apontam imagens de segurança do local.

Borjão relatou ainda que em conversa mantida com o investigado Delisflásio em 21 de abril deste ano, ele confirmou que Evanir estava fazendo cota entre os demais policiais da organização criminosa para pagar alguém para matá-lo, em função da suspeita de estar delatando o grupo. A conversa em questão foi gravada por Borjão, que entregou cópia no Gaeco.

A situação ainda ganhou um novo capitulo quando o também delator Daniel de Paula Melo esteve no Gaeco em 26 de abril, dias antes da deflagração da operação. Ele entregou cópia de uma conversa que manteve com “Samara”, em que a mesma relata que Evanir foi até sua casa para dizer que ele – Daniel – e outros fizeram acordo para entregar todos e, ainda, que teriam procurado “Kelinha”, que seria a ré Kelle de Arruda Santos, com a mesma finalidade. O diálogo também foi gravado por Daniel e entregue aos investigadores.

Em outra situação o acusado André Luis Haack Kley, em interrogatório ao Gaeco, admitiu que encaminhou uma mensagem para Ananias Santana da Silva, e que ela se refere a possível colaboração premiada firmada Daniel e Borjão. Afirmou que sua intenção era obter informações se realmente havia colaboração e citação de seu nome. Segundo o interrogatório de André, ele participou de uma roda de conversa com alguns dos denunciados – Alan Cantuário Rodrigues, Júlio César de Proença, Paulo da Silva Brito e Dhiego de Matos Ribas – e que o assunto era a colaboração premiada de “Borjão”.

ReproduçãoReunião entre acusados - Operação Renegados - Edilson Antônio da Silva, Paulo da Silva Brito e Evanir Silva Costa

Policiais e ex-policiais liderados por Edilson teriam combinado a “cota”

Consta ainda que existem evidências de mobilização dos acusados Alan e Evanir no interesse da organização. De acordo com a denúncia, eles abordaram a vítima Luís Márcio Penha de Souza, “suplantam a coleta de simples informações sobre situações que afetam ao interesse constituindo ações concretas no sentido de embaraçar as investigações”.

Operação

Deflagrada em 4 de maio a lista de presos da operação Renegados tem nove policiais civis da ativa, 2 militares, além de ex-policiais.  O esquema, segundo a investigação do Gaeco e da Polícia Civil, seria liderado por Edilson Antônio da Silva.

Ele supostamente se utilizava de técnicas de investigação, com o uso de equipamentos da polícia, além da facilidade de ser chefe de operação da 3ª Delegacia de Polícia – Coxipó, para facilitar e encobrir as ações criminosas do grupo.

As ações envolvem a prática de crimes graves como concussão, corrupção, peculato, roubo e tráfico, segundo

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