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Candidata de MT consegue na Justiça direito de ter foto inclusiva na urna

Postado em 24/08/2022 por

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A candidata a deputada federal por Mato Grosso, Amália Barros (PL), obteve na Justiça o direito de usar na urna eletrônica sua foto com a mão sobre um dos olhos. Há 17 anos ela foi acometida por uma doença inflamatória que levou à perda da visão do olho esquerdo.

O ato também é seu símbolo na comunidade surda, além de representar a condição do monocular, pessoa com deficiência visual que enxerga com apenas um olho.

Tanto a inclusão como a acessibilidade são bandeiras de Amália Barros e estão presentes no seu material de campanha. Antes de falar em público, Amália sempre faz uma audiodescrição (descreve a si e o local em que se encontra) para que os cegos possam ouvir e entender o ambiente.

Além disso, todas as imagens divulgadas nas redes sociais contam com uma descrição detalhada e inclusiva em texto, identificada com a hashtag Pra Cego Ver (#pracegover). Já os vídeos possuem legendas e intérpretes em Libras para garantir a acessibilidade dos deficientes auditivos.

Panorama nacional

Esse ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro turno das eleições no dia 2 outubro terá mais pessoas com deficiência nas urnas: o número aumentou 35,27% em quatro anos.

Segundo o perfil do eleitorado divulgado pelo TSE, o total de eleitores que declaram ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida subiu de 939.915 para 1.271.381.

Entre esses mais de 1,2 milhão, 30,47% declararam ter algum tipo de deficiência física, 13,3% visual e 7,97% auditiva. E representando 1% de todo o eleitorado, as pessoas com deficiência terão mais acessibilidade para escolher o presidente da República, governador, senador e deputado federal, deputado estadual ou distrital.

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