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Diretores da PCE e militares são presos por facilitar entrega de celulares a facção

Postado em 18/06/2019 por

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 Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deflagrou a Operação Assepsia na manhã desta terça (18) e prendeu odiretor da Penitenciária Central do Estado (PCE) Revétrio Francisco da Costa, o sub-diretor Reginaldo Alves dos Santos, conhecido  como Peixe,  e três policiais militares, em Cuiabá. Eles, de acordo com a Polícia Civil, estariam facilitando a entrada de celulares na unidade. Além deles, outros dois presos tiveram o mandado de prisão cumpridos. 

Revétrio ficou popularmente conhecido após dar declarações por meio do Whatsapp, logo após a vitória do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em 28 de outubro. Em um grupo ele afirmou "e;esperar só chegar a ordem para eliminar um raio"e;.

Minutos depois, ele teria afirmado: "e;vamos estar descautelando as munições de borracha. Agora é no aço"e;, em alusão ao modo como a segurança pública deveria se portar a partir da gestão de Bolsonaro.

No total estão sendo cumpridos 15 ordens judiciais autorizados pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foram expedidas depois de representação dos delegados e manifestação favorável do Ministério Público Estado, via o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Investigações

Divulgação

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Aparelhos de celular, carregadores, fones de ouvido e chips foram apreendidos dentro de freezer, que entraria na PCE

Em 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido.  Todo o material estava escondido dentro da porta de um freezer, que foi deixado lá para ser entregue a um dos detentos.

Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico.  Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos.

No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramente da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares. 

Com a ciência do diretor e do subdiretor da unidade, os militares enviaram o aparelho congelador que era destinado a um dos líderes de uma facção criminosa atuante no Estado.

Ao longo das investigações, a Polícia Civil conseguiu comprovar que nomesmo dia, duas horas antes do freezer ser interceptado, os três militares e os diretores da unidade, participaram de uma reunião a portas fechadas com o preso líder da organização criminosa, por mais de uma hora, dentro da sala da direção. "e;Toda a dinâmica dos fatos foi registrada pelas imagens da unidade prisional”, aponta o relatório da investigação.

No decorrer das investigações, ficou constado ainda que o veículo utilizado para a entrega do freezer, na unidade, pertence a outro reeducando, que também é considerado uma das lideranças da mesma facção. Esse reeducando divide cela com o destinatário do equipamento.

Além das prisões preventivas dos servidores públicos e dos líderes da facção criminosa, serão cumpridas medidas de busca e apreensão nas dependências da Penitenciária Central do Estado.

O inquérito será concluído nos próximos 10 dias. Os investigados poderão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, corrupção passiva e ainda por facilitação de entrada de celulares em estabelecimento prisional (Com Assessoria).

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