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Jayme quer Bolsonaro com Mauro e garante que não há clima para golpe

Postado em 19/07/2021 por

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“Em política tudo é possível”. É como inicia o senador Jayme Campos (DEM) a responder as perguntas da imprensa sobre os rumos do DEM nas eleições de 2022. Apesar do tom esquivo, o senador, que é um hábil articulador e político experiente, já cravou que, por ele, o caminho mais seguro é construir uma aliança nacional dos democratas para reeleger Jair Bolsonaro (sem partido) e atrair o presidente para o palanque do governador Mauro Mendes (DEM).

Em reunião com Bolsonaro, Jayme falou de rumos para reeleição  

“Não vejo porque Bolsonaro não apoiar Mauro e Mauro não apoiar Bolsonaro”, declarou na última sexta (17) em coletiva após se reunir com dois ministros de Bolsonaro em Cuiabá, Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e André Mendonça (AGU).

Na semana passada, Jayme se reuniu com o presidente e não esconde que o assunto foi 2022. “Falei com ele sobre eleição, sobre Senado. Tive uma conversa de 1h30, antes disso levei Kalil Baracat. Conversei, não só da política estadual, como da nacional. Muito assunto”.

Um dos entraves para a sonhada aliança nacional e estadual é o fato do presidente já ter declarado apoio ao deputado federal José Medeiros (Pode) ao Senado. O problema é que Medeiros e Mauro são rivais políticos e a rusga está longa de ter um desfecho amigável. Mas Jayme avalia que seria mais estratégico a Bolsonaro na sua reeleição, apoiar Mauro e deixa solto quando se trata do colega de Congresso.

“Eu sei que o presidente tem muita simpatia pelo Medeiros. Todavia, o que se pode fazer é o Mauro, que é candidato a governador, fazer uma articulação. Se lhe interessar. Mas acima de tudo, o Bolsonaro tem que se preocupar com a eleição dele para presidente. Muitas vezes, não pode abrir mão de um apoio, em hipótese alguma, de um governador em detrimento de uma candidatura que ainda vai ser lançada, de um candidato a governador”, discorre.

Sem clima para golpe

Jayme comentou ainda as falas do presidente que insinuam que ele pretende se manter no poder mesmo se não for reeleito, caso não passe a proposta do voto impresso. Bolsonaro insiste no tema e afirma que “pode não ocorrer eleições em 2022”.

“No Brasil não tem mais ambiente parra golpe e nem nada, talvez o presidente precise fazer uma melhor colocação. Vivemos em um estado democrático de direito em que a liberdade de expressão está garantida e foi uma luta de muitos anos, mas conquistamos. Acho que, naquele afã, naquele momento de pressão o presidente pode ter expressado, mas eu não acredito em retrocesso dentro do processo democrático”.

Vice-presidente nacional do DEM, Jayme prefere não antecipar se o partido vai mesmo com Bolsonaro ou deve ter candidato próprio. Outra linha de democratas também defende o apoio a Ciro Gomes (PDT) como uma terceira via.

“Qual o encaminhamento que o DEM deve fazer? Eu não vejo nenhuma dificuldade do DEM caminhar com o presidente Bolsonaro. Acho que é o melhor caminho, o ideal. Até porque água com óleo não se mistura. O Democratas foi sempre contra o PT e como é que vai? Até porque no Brasil falam em terceira ou quarta via, mas na verdade está polarizado. Queira ou não queira, é Bolsonaro e Lula. Mas só ano que vem vamos ter uma certeza e eu recomendaria que o DEM vá com Bolsonaro”.

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